Sobre o Transporte e Conexão aos PTTs Metro

TRANSPORTE E CONEXÃO AOS PTTs METRO ESTADUAIS SP E RS:

A W8 Telecom faz o transporte e conecta clientes diretamente aos PTTs Metro RS e SP.

DEFINIÇÕES:

Um IXP (ou Internet Exchange Point / Ponto de Intercambio de Internet), é um ponto neutro que mantêm um ambiente onde diversas organizações estão interligadas para trocar pacotes de dados Internet entre si. Os IXP (ou PTTs - Pontos de Troca de Tráfego) são estabelecidos em Datacenters que hospedam equipamentos que permitem a interligação simultânea de centenas de organizações que disponibilizam conteúdo - de streaming de vídeo, sítios de buscas, redes sociais, bancos, universidades, órgãos de governo, entre muitas outras. Essa união de redes permite que a Internet fique mais veloz, eficiente, resistente a falhas e com custo mais baixo.

Os locais disponibilizados e organizados para Troca de Tráfego no Brasil são coordenados através do projeto IX-BR (Brasil Internet Exchange), que estabelece ambientes para as Trocas de Tráfego entre os participantes. Existem determinadas regras e o participante se compromete a cumprir o Acordo de Troca de Tráfego Multilateral IP (v4/v6) - ATM - com todos os demais ASs participantes. Sessões BGP são estabelecidas entre os participantes, sendo que todo o ambiente é monitorado e gerenciado pelo IX-br.

No Brasil a estrutura dos PTTs é regionalizada, não existe um "PTT-BR" ou um PTT Central. Esses PTTs Regionais são ambientes públicos e coordenados pelo IX-BR, sendo que quase todos os estados possuem pelo menos um PTT, com gerencia local sincronizada com as regras do projeto IX-BR, normalmente localizado nas capitais dos estados e hospedado nos Datacenters das Universidades Federais, como no RS (UFRGS) e SC (UFSC), por exemplo. 

O PTT-SP é é o que concentra mais tráfego, mais provedores de conteúdo e o que tem a maior estrutura. Basicamente, existe um PIX Central (IX-BR, junto à estrutura do NIC-BR) e diversos PIX conectados a esse PIX Central, sendo que pode haver ainda, em alguns PIX, a estrutura de CIX, uma espécie de agrupamento de ASs participantes que compartilham uma porta do equipamento do IX-BR, alocada em determinado PIX, onde são configuradas VLANs para dividir e conectar os clientes de determinado PIX ao PIX Central. As VLANs são distintas para IPV4 e IPV6.

Os PIX (ou Pontos de Interconexão - ou de Intercambio) podem ser estabelecidos em Datacenters Privados, em Universidades ou em Operadoras de Telecom, desde que forneçam um ambiente adequado para os equipamentos do IX-BR, sendo que funcionam como pontos de interligação ao IX.br - são como PoPs do IX.br. Esses PIXs remotos se conectam ao PIX Central cedendo fibras apagadas (por dois caminhos desde o datacenter até o NIC-br), que serão iluminadas pelos eqptos do projeto IX-BR, formando assim, no caso de São Paulo, uma topologia de redes em "Estrela". O NIC.br instala os equipamentos do projeto IX.br e os opera, garantindo a capacidade necessária de transmissão até o PIX Central. Um PIX pode obter retorno do investimento (ambiente de hospedagem) oferecendo a seus clientes os enlaces e/ou 'cross connects' para que cheguem até a estrutura do IX.br.

CIX (Canal de Interconexão - ou de Intercambio) é uma solução de rede utilizada para agregar o tráfego de mais de um Participante, interligando-os ao IX por meio de um canal de acesso compartilhado em um Ponto de Interligação (PIX) ou em um Ponto de Interligação Central (PIX Central). Esta entrega de vários Participantes é feita em um tipo de porta denominada porta compartilhada, que é um conjunto de uma ou mais portas Ethernet agregadas (LAG), do ponto de vista do PIX que a hospeda. Cada participante transportado pelo CIX terá uma porta virtual no IX. 

Na prática, o CIX tem as mesmas funções e atributos do PIX, permitindo porém, que uma mesma ligação física ao IX.br (uma Porta Dedicada em um PIX) seja compartilhada para a conexão com o PIX Central, entre diversos ASs participantes. Os benefícios são maior agilidade na ativação de um novo participante e a economia de custos e recursos tanto para o PTT quanto para o novo AS participante. Quanto ao fluxo de funcionamento, um AS Participante (como é o caso da W8), contrata enlaces e interliga-se fisicamente em camada2 a uma (ou mais) Porta Dedicada de determinado PIX, e oferece a outros ASs a possibilidade de compartilhar essa conexão. No caso, a W8 Telecom é um CIX do PIX Century Link, que transporta clientes desde o RS e SC até seu CIX, conectando os mesmos, através de seus equipamentos e conexões, ao PIX Central do PTT-SP. Maiores detalhes em https://www.ix.br/apresentacao/

SERVIÇO DE TRANSPORTE DE DADOS W8 PARA CONEXÃO AOS PTTs

PTT-SP: O cliente é transportado pelo backbone W8 até nosso POP São Paulo, que fica no ambiente do Datacenter Century Link (antiga Level3) em Cotia. A Century Link é um dos PIX com maior volume de tráfego do PTT-SP. Esse transporte até São Paulo é via backbone da W8 - Rede MPLS,  que utiliza duas operadoras, cada qual redundante por 2 caminhos, para transportar os dados desde o POP W8 de origem (mais próximo do cliente) em SC ou no RS - até o POP W8 de destino, nesse caso na Century Link/Cotia-SP.

A W8 é um CIX do PIX Century Link do PTT-SP, através da qual pode conectar seus clientes ao PTT. O cliente será transportado até o ambiente de conexão do PTT e pode escolher entre se conectar através do CIX W8 - que vem a ser uma porta dedicada no equipamento do PTT-SP alocado no PIX Century Link e compartilhada com outros ASs - ou através de uma Porta Dedicada exclusiva, no equipamento do PTT-SP do PIX Century Link. Ambas opções oferecem os mesmos atributos para a Troca de Tráfego e seguem as mesmas regras, a diferença está no tipo de conexão, dedicada ou compartilhada, entre o CIX/PIX e o PIX Central. 

No caso do AS Participante optar por conectar-se a uma porta dedicada de determinado PIX, esclarecemos que o PTT-SP tem certa burocracia para o fornecimento da mesma e que depende também da disponibilidade e provisionamento (da porta e da Gbic) no equipamento alocado em determinado PIX, além de alguns custos envolvidos, pois o PTT-SP cobra um valor mensal, a título de manutenção da estrutura (referência abr/2020 = 680 reais cada porta 10 GB) para conectar um AS numa porta dedicada de determinado PIX, valor este que o PTT vai faturar diretamente para o AS contratante. 

Além disso, se o AS Participante optar pela conexão a uma porta dedicada, precisa também contratar um Cross Connect entre a porta do eqpto do PTT do PIX e o equipamento da W8, ou equipamento do próprio cliente, que pode ser alocado no ambiente da W8. Para tráfego maior que 2 Gb ou dependendo da sua localização em SC ou no RS (analisamos caso a caso), o cliente precisa ter obrigatoriamente um roteador hospedado no rack da W8 para entregarmos os transportes (02) via BGP, e que será conectado ao nosso eqpto de transmissão. Quanto às Gbics necessárias para as conexões no caso de haver colocation, o AS cliente precisa fornecer em duas portas (padrão 10G E-LR 1310 10Km), uma para conectar seu equipamento ao eqpto do PTT (pontas do cross connect) e outra para conectar seu equipamento ao equipamento da W8. O PTT-SP fornece a Gbic no seu equipamento e a W8 fornece a do seu, assim como o cordão necessário. 

Se o cliente conectar via CIX W8 não há o custo mensal da porta dedicada e nem do Cross Connect, além da liberação da conexão e ativação ser mais rápida, pois a porta compartihada já está disponível, necessitando apenas da configuração da VLAN. 

Alguns clientes preferem a conexão via porta dedicada por considerarem que existem menos equipamentos/infraestrutura no caminho que permite a conexão ao PIX Central - só depende do cross connect do eqpto do PIX até seu equipamento no colocation - assim como pode haver uma agilidade maior ao atendimento de eventuais problemas como, por exemplo, com resolução de endereços (ARP) em determinadas trocas ou em sanar problemas como excesso de tráfego de algum dos ASs participantes de portas compartilhadas. Ainda não tivemos problemas do tipo e para nós, na prática, não notamos diferenças na qualidade de uma ou outra conexão, porém fica a informação. 

SERVIÇOS ADICIONAIS PARA CONEXÃO EM SÃO PAULO

Em São Paulo temos um backbone de transporte, em anel, conectando Century Link (Cotia) X Eletronet (São Paulo) X Pop W8 Berrini (São Paulo) X Equinix SP2 e SP4 (Barueri) e podemos transportar dados de clientes a qualquer desses pontos (sob consulta de disponibilidade). Ou seja, além do transporte de longa distância e metropolitano, fornecemos Espaço Colocation em nosso ambiente na Century Link, para que os clientes possam hospedar seus equipamentos quando necessário, assim como também fornecemos os "Cross connect"para conectar esses equipamentos a uma Porta do PIX Century Link. Quando necessário a W8 é que precisa contratar junto à Century Link esse serviço, repassando o custo ao seu cliente.

PTT-RS - No ambiente do PTT-RS nosso switch está alocado na sala de operadoras do PTT-RS, diretamente no PIX Central (CPD da UFRGS), sendo que transportamos os clientes até esse nosso equipamento e os conectamos diretamente ao ambiente de troca de tráfego

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (https://www.nic.br/) é uma entidade civil, de direito privado e sem fins de lucro, que além de implementar as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil, tem entre suas atribuições: coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (https://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br (https://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — Ceptro.br (https://www.ceptro.br/), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — Cetic.br (https://www.cetic.br/), implementar e operar os Pontos de Troca de Tráfego — IX.br (https://ix.br/), viabilizar a participação da comunidade brasileira no desenvolvimento global da Web e subsidiar a formulação de políticas públicas — Ceweb.br (https://www.ceweb.br), e abrigar o escritório do W3C no Brasil (https://www.w3c.br/).

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br
O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios de multilateralidade, transparência e democracia, o CGI.br representa um modelo de governança multissetorial da Internet com efetiva participação de todos os setores da sociedade nas suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (https://www.cgi.br/principios). Mais informações em https://www.cgi.br/.

Sobre o Brasil Internet Exchange - IX.br

IX.br é o nome dado ao projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr) que promove e cria a infra-estrutura necessária (Ponto de Intercambio de Internet - IXP) para a interconexão direta entre as redes ("Autonomous Systems" - ASs) que compõem a Internet Brasileira. A atuação do IX.br volta-se às regiões metropolitanas no País que apresentam grande interesse de troca de tráfego Internet.
Uma das principais vantagens deste modelo, é a racionalização dos custos, uma vez que os balanços de tráfego são resolvidos direta e localmente e não através de redes de terceiros, muitas vezes fisicamente distantes. Outra grande vantagem é o maior controle que uma rede pode ter com relação a entrega de seu tráfego o mais próximo possível do seu destino, o que em geral resulta em melhor desempenho e qualidade para seus clientes e operação mais eficiente da Internet como um todo. 
Um IX.br (ou unidade do PTT Metro Brasil) é, assim, uma interligação em área metropolitana de pontos de interconexão de redes (PIXes), comerciais e acadêmicos, sob uma gerência centralizada. Mais informações em https://www.ix.br/.